 Para agenciadores a atividade é incerta; empresários descordam e acreditam em parcerias
Que tal reservar um acampamento, sítio ou outro local para férias, encontros e eventos? Especializados na intermediação entre clientes e proprietários, os agenciadores garantem total comodidade a quem busca um lugar agradável e muita diversão.
Que tal reservar um acampamento, sítio ou outro local para férias, encontros e eventos? Especializados na intermediação entre clientes e proprietários, os agenciadores garantem total comodidade a quem busca um lugar agradável e muita diversão.
O trabalho desses profissionais compreende desde a sublocação de sítios, fazendas e acampamentos, passando pelo fornecimento de transporte, alimentação, equipamentos, brinquedos, equipe de monitoria com a execução de jogos e atividades esportivas até o agendamento do local com infra-estrutura completa. Nesse setor, atuam agenciadores que trabalham por conta própria, agências turísticas e empresas que fazem assessoria de passeios, acampamentos e eventos diversos.
A atividade pode ser vantajosa tanto para o agenciador, que não tem despesas com a administração do local, quanto para o proprietário, que economiza na divulgação de seu empreendimento e na captação de clientes.
Mas nem sempre essa relação agrada as partes. Os agenciadores alegam, que na maioria das vezes, ganham somente no primeiro contato com o cliente e reclamam que nem sempre a comissão acordada, entre 5% e 10%, é repassada. “A falta de ética é muito grande. A maioria dos clientes trata diretamente com o proprietário, sem contar que os proprietários não repassam as comissões”
, ressalta Ângela Pinheiro.
Há oito anos, ela agencia sítios, fazendas e outros locais para eventos, mas se diz decepcionada com o setor. Hoje, consegue se manter no mercado, fornecendo alimentação para acampamentos, encontros e passeios de igrejas, empresas e escolas.“Nesse meio não trabalhamos para nós, mas para os outros. Não temos garantias. Por isso, quero administrar meu próprio negócio”
, diz.
Os proprietários acham que o agenciamento é uma atividade rentável, em franca expansão e que pode dar muito certo, principalmente, em parceira com acampamentos e hotéis, porém, essa relação precisa ser clara, diz Luiz Antônio Damasceno,
dono do Acampo Feliz
. “As agências precisam ter uma política padrão, transparente tanto com o cliente final quanto com o fornecedor. Se os agenciadores trabalharem errado, as portas se fecham para eles. E se os clientes negociarem diretamente com o fornecedor é porque não houve transparência
”, argumenta o empresário.
Com opinião semelhante, Marcelo Teixeira
, responsável pelo Club Califórnia
, afirma que confiança deve ser a base da relação entre agências e fornecedores. “É importante ter uma representação da estrutura burocrática do acampamento em agências. Esse contato direto com as pessoas é interessante, mas é preciso cuidado ao selecionar a agência”,
enfatiza Marcelo, acrescentando que toda relação de trabalho deve ser discriminada em contrato para que haja garantias entre as partes.
O empresário, que atualmente tem parceria com uma agência de turismo, pretende ampliar essa relação, selecionando novas agências da grande São Paulo, litoral, região de Campinas e Vale do Paraíba. “Vamos começar a estudar algumas propostas e a meta é cadastrar 10 agências até janeiro de
2009”
,
informa.
Club Califórnia é uma empresa que conta com várias estruturas de locais que e atende a empresas, escolas e colônias de férias.
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